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Consulate of Cape Verde - Boston June 11, 1998 Revolta Militar Na Guine-Bissau Entretanto um navio portuguÍs evacuou 2,250 (duas mil duzentas e cinquenta ) Estrangeiros para o Senegal donde seguiriam para os respectivos paÌses. Entre os estrangeiros transportados contam-se 200 cabo-verdianos, 200 americanos, 500 portugueses, 50 brasileiros e varias outras nacionalidades. Os autores do golpe reclamam a saÌda do presidente Nino Vieira e a organizaÁ“o de eleiÁžes livres no prazo de dois meses. Governo E OposiÁ“o Cabo-Verdianos Condenam Revolta Militar Cidade da praia, 11 jun (cabopress) - o governo cabo-verdiano condenou, segunda-feira, a "acÁ“o do grupo de elementos armados que pže em causa a ordem constitucional vigente" na GuinÈ-Bissau e que j· "se saldou por resultados tr·gicos", refere um comunicado do MinistÈrio dos NegÛcios Estrangeiros. A nota adianta que a actual situaÁ“o de instabilidade naquele "paÌs amigo e irm“o", unido a Cabo Verde por "tantos laÁos comuns", pode "fazer perigar a estabilidade das instituiÁžes, a liberdade e o bem-estar dos cidad“os". "Cabo Verde exprime ainda o seu profundo pesar pelas perdas humanas registadas e manifesta a sua convicÁ“o de que a raz“o acabar· por prevalecer, permitindo o r·pido regresso ý normalidade, ý paz e ý tranquilidade, t“o necess·rios ý democracia e desenvolvimento harmonioso do paÌs e povo irm“os da GuinÈ-Bissau", refere. Por seu lado, o presidente do PAICV (oposiÁ“o), Pedro Pires, endereÁou uma mensagem de solidariedade ao presidente da rep™blica da GuinÈ-Bissau, Jo“o Bernardo vieira. "Foi com indignaÁ“o e m·goa que tom·mos conhecimento da rebeli“o militar que ter· custado a vida a mais de uma dezena de cidad“os pacÌficos e pÙs em causa a paz e a estabilidade internas do vosso paÌs, atributos indispens·veis ý consolidaÁ“o e ao aprofundamento da democracia, assim como ý construÁ“o do desenvolvimento econÛmico e da justiÁa social", escreveu Pedro Pires. Segundo o dirigente partid·rio, antigo companheiro de "Nino" Vieira na luta de libertaÁ“o da GuinÈ-Bissau e de Cabo Verde, "o recurso ao uso das armas, quer para defender interesses corporativos, quer para atingir objectivos polÌticos ou para reclamar prov·veis direitos histÛricos, perde sentido quando a legitimidade polÌtica assenta essencialmente em eleiÁžes democr·ticas e pluralistas e na express“o livre dos votos dos cidad“os". "Nestas dolorosas circunst’ncias vimos manifestar a V.Ex.a. E ao governo da GuinÈ, a nossa solidariedade na acÁ“o e nos esforÁos que desenvolvem em defesa da legalidade, da paz e da estabilidade internas e augurar que a normalidade regresse brevemente ao vosso paÌs ao qual nos ligam fortes laÁos de afectividade e de amizade", acrescenta Pedro Pires. O presidente do PAICV manifesta ainda o desejo de que os "sediciosos" saibam " reconhecer o grave erro em que incorreram" e que se afastem "francamente da vi a ilegal e extremamente perigosa por que enveredaram". O grupo parlamentar do PAICV exprimiu terÁa-feira, na assembleia nacional, a sua preocupaÁ“o pelos acontecimentos "dram·ticos" que tem vindo a decorrer na Guine Bissau, desde domingo ultimo. O lÌder da bancada do PAICV Aristides Lima, ao apresentar as consideraÁžes do grupo acerca do relatÛrio de actividades do governo, disse que neste momento "a palavra È de dor em relaÁ“o ý Guine Bissau, pais amigo de Cabo Verde e de que Cabo Verde muito deve". Por outro lado, em nome do seu partido, Aristides Lima manifestou o desejo para que seja brevemente restabelecida a paz, por forma a que "a Guine Bissau continue o seu esforÁo de desenvolvimento no quadro da democracia sufragada pelo povo". Cabo-Verdianos Sair“o Com Portugueses, Diz Ministro Da Defesa Žlpio Fernandes Cidade da praia, 11 jun (cabopress) - o ministro da defesa de Cabo Verde, Žlpio Napole“o Fernandes, disse, terÁa-feira, que no caso de repatriamento de portugueses da GuinÈ-Bissau, os cabo-verdianos que queiram sair daquele paÌs ser“o incorporados no mesmo grupo. "J· solicit·mos ýs autoridades portuguesas que incluam tambÈm cidad“os cabo- verdianos que queiram sair da GuinÈ-Bissau nas operaÁžes de evacuaÁ“o de portugueses, no caso de estas virem a acontecer", disse ý agÍncia Lusa o governante. Napole“o Fernandes indicou que atÈ terÁa-feira, as autoridades receberam apenas uma solicitaÁ“o de cidad“os cabo-verdianos que pretendiam sair da GuinÈ-Bissau - os trÍs delegados da companhia aÈrea TACV. A companhia cabo-verdiana, TACV, que faz ligaÁžes semanais com Bissau, suspendeu terÁa-feira os voos para a capital guineense. "Cabo Verde est· a acompanhar com apreens“o os acontecimentos na GuinÈ-Bissau", disse o ministro da defesa, refutando a possibilidade de tropas cabo-verdianas virem a integrar uma forÁa de intervenÁ“o eventualmente deslocada para aquele paÌs. Est· fora de quest“o ", declarou. "n“o temos nenhuma intenÁ“o de participar em qualquer forÁa de intervenÁ“o nessa matÈria. Est· fora de quest“o ", reiterou. Em Fevereiro passado, fuzileiros cabo-verdianos participaram num exercÌcio militar conjunto no Senegal. "O exercÌcio foi feito num contexto, situaÁ“o e num projecto diferentes", justificou. Sobre a presenÁa de dois avižes HÈrcules C-130 portugueses no Sal, um dos quais desde segunda-feira ý noite, Napole“o Fernandes disse que a autorizaÁ“o de aterragem foi dada por ele. "Eu prÛprio autorizei a aterragem dos dois avižes", disse, excluindo que mais aparelhos se desloquem para Cabo Verde quando questionado sobre se tinha autorizado a vinda de outros avižes. Sobre a ajuda cabo-verdiana a Portugal, no pressuposto da necessidade de organizaÁ“o de operaÁžes de evacuaÁ“o, o ministro afirmou que se circunscreve a "apoio logÌstico aos militares que est“o no Sal". "Portugal solicitou instalaÁžes para militares dada a proximidade do Sal face ý GuinÈ-Bissau", declarou. "n“o temos apoios especÌficos sen“o esse. A solicitaÁ“o de Portugal estamos a dar apoio logÌstico aos militares que est“o aqui para a eventualidade de evacuaÁ“o de cidad“os estrangeiros". Napole“o Fernandes adiantou que a solicitaÁ“o portuguesa foi feita "na previs“o de soluÁ“o de curto prazo (do conflito)". Estimaram que em quatro ou cinco dias as questžes seriam clarificadas. Š uma projecÁ“o de estimativa em relaÁ“o aos acontecimentos na GuinÈ-Bissau. NÛs n“o impomos nenhum limite de tempo de permanÍncia enquanto n“o se resolver a quest“o ", garantiu. O primeiro HÈrcules C-130 portuguÍs chegou segunda-feira ýs 23:30 ao aeroporto internacional Amilcar Cabral, no Sal, trazendo 44 militares, dos quais 13 tripulantes e 31 comandos. Os militares demoraram cerca de duas horas a sair do aeroporto, apÛs o que se dirigiram ao comando da II. regi“o militar de Cabo Verde. A miss“o È chefiada pelo Major Alves.
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